sábado, 12 de fevereiro de 2011

Pulso.

Controle seus instintos, disseram-me em voz imponente, pensei cá com meus botões: controlar os meus instintos? Contraditório. Se são instintos, partem do ID, eles são quase que incontroláveis, na verdade, eles são incontroláveis, podáveis, isso sim, infelizmente. É isso, somos como aquelas arvores que crescem e a medida que crescem vão sendo podadas e ganham os formatos que alguém deseja mas, sem dúvidas as arvores que crescem do jeito delas, naturalmente, por alguma semente que caiu a terra e numa plena relação harmônica gerou raizes, absorveu energia de todos os sentidos, se nutriu com luz, agua e floresce, floresce e cresce continuadamente. Melhor não pensar nisso mais afundo, por que pode atingir profundidades intermináveis e eu gosto de flutuar e de vez em quando voltar pra o solo, me manterei assim hoje, em TERRA firme, como se isso fosse possível, criando as suas próprias possibilidades tudo é possível, basta imaginar e sentir.


Daniela Viegas

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Ampliar-se.

Coisas, pessoas, prédios, casas, ruas, movimentos, metrô, autobus, diversidades multiplas em todos os sentidos possíveis. Sensitivo não apenas pelo indioma, clima e costumes, mas por tudo que se sente a todo o tempo. Evolução do espírito e da especie, fase que faz e fará toda a diferença para tudo, para mim e de alguma forma para tudo o que me cerca. Ampliam-se as oticas e descomprime-se os tantos que são comprimidos por meras, meras insignificancias infelizes, ao meu ver. Sentindo cautelosamente cada um dos cinco sentidos, como se fossem os primeiros, que de fato são unicos. O gosto de cada gota de saliva misturada a diversos sabores, que soam tão suaves e mágicos. O acordar e olhar para os lados com ar de curiosidade mais aguçada sobre aquilo que pode vir a vir. Vida, vida, vida, ah que vida.